"Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor." - C. H. Spurgeon

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Adote um bandido!

Por Rodrigo Alves



Essa campanha, "Adote um bandido!", foi lançada pela jornalista Rachel Sheherazade (SBT), depois que um jovem foi amarrado em um poste, jovem ‘criminoso’/‘possível criminoso’, ou seja, um pobre coitadinho refém de uma sociedade desigual como diria os defensores dos “direito humanos” da “moral” e dos “bons costumes”.

A verdade é que estamos cansados de tanta inversão de valores. Estamos cansados de esperar por soluções vindas de autoridades que, ou são corruptas, ou são inertes. Estamos cansados de jovens cibernéticos que usam suas redes sócias para mostrar ao mundo o quanto são “superiores”. Estamos cansados de politicas publicas que não saem do papel. Estamos cansados de um código penal que no fundo, assim como esse famigerado “direitos humanos”, é pra bandido. Mas, mais cansado mesmo eu estou de muitos tentarem macular a religião, o cristianismo ou mesmo a fé, em detrimento de opiniões deturpadas e tendenciosas que muitas vezes são pautadas pelo nada, embasadas no vazio, buscando de forma covarde desqualificar a opinião de uma jornalista. Para os bandidos, vamos recorrer ao Supremo, mas, pra Rachel, a forca. E isso é compreensivo?

Me diz se não é mesmo compreensivo que um comerciante amarre um bandido no poste depois de ter sido roubado várias vezes e que a policia até prende (as vezes) mas que antes mesmo de se calcular os prejuízos estes “marginaizinhos” já estão nas ruas. Me diga se não é compreensivo que as pessoas tentem fazer justiça com as próprias mãos ao saberem que o assassinato do seu filho, assim como 90% dos homicídios nesse país não serão solucionados ou seja o bandido não vai pra cadeia, não se faz justiça. Alarmante são as pesquisas que demonstram que 70% da população brasileira duvida do judiciário, Mas uma coisa que não é compreensiva é saber que todos os inquéritos abertos até dezembro de 2007 para investigar casos de homicídio, 136,8 mil inquéritos, apenas 10.168 viraram denúncias e 39.794 foram arquivados. Outros 85 mil inquéritos ainda estão em aberto. http://oglobo.globo.com/pais/no-brasil-so-5-dos-homicidios-sao-elucidados-7279090. Tortura é saber que só em 2012 se matou mais do que os 3 anos de guerra na Síria. Essas e outras sim mereciam discursos inflamados no congresso nacional.

Tentar macular a personalidade de uma mulher cristã que não se dobra a ditadura velada que vemos todos os dias nesse país é o maior dos crimes. Rachel disse o que muitos brasileiros que hoje se encontram amordaçados pela inoperância de um estado que se diz detentor do monopólio do uso legítimo da força gostariam de dizer. Disse, o que o Datena diz e ninguém repercute dessa forma tendenciosa, por ser mulher e principalmente por ser cristã. Chega de tanta inversão de valor, chega de uma constituição que no papel é ótima mas que cotidianamente é deturpada por uma hermenêutica trazida por “Super-Heróis” que aparecem com uma capa preta e bradam justiça e direitos de conveniência. A crise deste pais é, e sempre foi de caráter, de omissão. Taxar uma Jornalista de incitadora da violência é uma vergonha para um povo que mal sabe ler e escrever. Dizem os intelectuais de plantão que cadeia não muda ninguém, o problema, é que diploma também não.

Rachel Sheherazade me representa sim, como cristã, mas principalmente como cidadã brasileira que se encontra em um estado de repulsa e revolta por todas as atrocidades que se comete nesse país e, que no final, não há final, não dá em nada. Cristo em um determinado momento, também se revoltou (João 2: 13-15), Cristo foi a maior expressão de repulsa a sociedades corruptas e omissas. Buscou igualdade entre homens e mulheres, igualdades entre sociedades e mais ainda, igualdade de salvação. Cristo morreu por todos sim, mas não voltará por todos. A prova disso é que dos dois ladroes crucificados ao seu lado só um se salvou.

A verdade é que intelectualizar certas situações não as deixa mais fáceis de de serem resolvidas, florear situações cotidianas com frases feitas retiradas de obras dos menestréis do direito brasileiro não as deixa mais confiáveis. Rachel não é nenhuma heroína, não é a salvadora da pátria, mas fez o que nós enquanto cidadãos de bem podemos fazer, dar um basta e tentar mudar a nossa sociedade, nossa forma de enxergar o Direito, nosso falso moralismo. Mas pra chegarmos ao ponto de uma mudança tão profunda devemos compreender que essa mudança começa em nós mesmos.

Antes que me chamem de “coxinha” ou de alienado pela mídia ou mesmo de “religioso intolerante” (frases feitas), digo que não estou, contudo, pregando um evangelho da intolerância e nem comungando com as opiniões de que os fins justificam os meios. Mas alguém ainda pode perguntar: e o contrato social? A meu amigo, esse contrato social, diria eu, já foi quebrado á muito tempo. Mas mesmo assim não podemos, apenas pelo fato de sermos cristãos, viver de forma “paz e amor” e querer que o mundo nos ouça. Temos sim que falarmos o que pensamos, buscando sempre uma inspiração divina, do Espirito Santo, mas nunca nos calarmos, porque a boca fala do que está cheio o coração (Mateus 12:34), tanto para o bem quanto para o mal. Enganasse quem acha que Jesus Cristo era simplesmente bonzinho. Não, ele não era bonzinho, ele era e é, a maior mudança que o mundo pode experimentar. Um evangelho bonzinho não combina com um homem 100% Deus que deu a sua vida por uma aliança, um propósito. Como também não combina uma constituição tida como uma das melhores do mundo com um povo hipócrita.

Eu realmente sou cristão e tenho sangue nas veias, quem não tem, que realmente adote um bandido! Chega dessa inversão barata de valores, desse discurso hipócrita e dessas atitudes mesquinhas. A grande verdade é que os guardiães da moral e dos bons costumes estão se lixando pra sociedade brasileira.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.
Mateus 5:6

GLÓRIA A DEUS!!!



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